
Há poucas semanas, o museu do fado iniciou uma exposição sobre o extraordinário compositor franco-português Alain Oulman: “As maõs que trago”.
Uma verdadeira obra de arte, um espólio que contribui para a modernização da musica portuguesa e do fado, para o crescimento da beleza no mundo…
Nasce em Portugal em 1928.
Conhece Amália por volta dos anos 60, apaixonando-se pela sua voz e pessoa. Através das suas composições, introduz grandes poetas no repertório da fadista participando activamente no inicio de uma nova fase do próprio fado.
Luís de Camões, Alexandre O’Neill, David Mourão-Ferreira, entre outros, fizeram parte dos poetas que acompanharam as suas composições.
Apoiante dos ideais de esquerda, foi perseguido pela PIDE e mais tarde preso, tendo tido o grande apoio e amizade de Amália nessa difícil fase, acabando por ser expatriado para Paris. Morre em Paris com 60 anos.
Este extraordinário músico definiu uma fase da vida de Amália compondo grandes obras como: “Com que Voz”, “Maria Lisboa”, “Naufrágio”, “Meu amor é marinheiro”.
Para mim, uma referencia incontornável na musica portuguesa e uma influencia na pessoa que sou.
Autor da musica de “Espelho Quebrado”, vive hoje em mim através da sua obra.
A exposição apresenta a sua história, varias cartas que trocou com Amália, o piano de onde nasceram muitas maravilhas, vídeos, fotos.
Uma vida a ser (re) Vivida…





